Não devia se chamar amor. Devia se chamar você. Você é amor. Ou mais que isso. Exatamente! Mais que isso. Um novo sentimento, apelidado de você. Ou mais que um sentimento. Uma vez que eu não apenas sinto você, eu vivo você.
Estive procurando por muito tempo um jeito de viver, e não achando, parei. E quando parei, achei. Escondido, em meio a todos, em meio a nada. O melhor meio de viver: viver em você, com você, para você.
E como é bom! Ir do preto e branco ao colorido. Do indolor ao melhor dos odores. Do insalubre ao mais delicioso dos sabores.
Eu não sou mais eu. Sou algo mais. Mais forte e mais cheio de graça. Eu sou você. E não quero deixar de ser. Ser apenas eu é muito vago. Ser eu e ao mesmo tempo você é ser completo. É simbiose, é natural. Eu sendo você, você sendo eu, confundindo, completando, eternizando.
Quando me procurei, achei você. Procurei o errado e achei o certo. Um tesouro de muito mais valor. Que carrega muito mais do que um eu. Carrega um eu e um você, carrega um tudo, uma vida.
Não sou eu sem você. E para sempre não serei.
Eu sinto saudades de você, eu sinto saudades de mim mesmo.
223, L.F.
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