Ilógico, sem nexo, sim. Piegas, sim. Sem medo ou vergonha. Escravo de mim mesmo, mais fraco do que eu. Ah, quem me dera saber pensar - sei apenas sentir e ser. Ser de uma forma tão íntima e profunda que só me enxergo dentro de mim, d'onde não há escapatória, onde não há piedade. Em um universo complexo, quiçá paralelo, cheio de dizeres e desdizeres, esperanças definhadas, alegrias rasas, escuridões tão aterrorizantes e ao mesmo tempo tão acolhedoras. Tão difícil e tão confortante. É somente lá que me encontro: no local mais propício a me perder. Sinto em meio ao que não faz sentido. Consigo ser mesmo tendo tudo aquilo que não é. Consigo entender qualquer coisa, exceto a mim mesmo. Como que por extinto, ainda assim, tentei ser várias coisas, mas só acertei quando eu fui eu.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
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