Eu não quero tanta luz sobre mim. Desliguem estes holofotes, eles me incomodam. Ser coadjuvante nem sempre é tão ruim quando não tratamos da nossa própria história. Quero ser protagonista apenas da minha, e antagonista também. Dar a ela o fim que eu realmente achar justo. Se for fracassada ou não, não importa, é um roteiro que não precisa obrigatoriamente de um final feliz. Por que ser feliz no decorrer da história, vale mais a pena do que ser feliz apenas em seu final. Afinal de contas, é o fim. Quando se formula um modelo vital não se procura soluções, pelo contrário, temos conseqüências a pagar em troca da realização total. Não será um final de fato feliz quando esse se dá em detrimento de um começo e meio não satisfatórios. Pensar no futuro é saudável, mas viver o presente da melhor maneira é ainda mais salutar. Sendo assim, eu sou diretor, roteirista, personagem e ator de minha trajetória. Está sendo um bom trabalho? Não sei, e nem preciso saber; não quero saber, não preciso que seja, quero viver. Sou o agora, o começo e o meio, ser o fim não me é pretendido. Na verdade eu não espero o fim, ele me esperar. Eu sigo sendo uma equação ainda indeterminada, em busca de valores reais para minhas variáveis. O solucionário não é elaborável, é apenas passível de ser sentido. Pode não parecer, mas tudo converge para uma lógica: a do apenas SER.
Não me rotule como “o poeta sem nexo”, mas sim como o poeta que não gosta do nexo; que julga-o insignificante. Se isso faz ou não nexo, é querer demais.
Não me rotule como “o poeta sem nexo”, mas sim como o poeta que não gosta do nexo; que julga-o insignificante. Se isso faz ou não nexo, é querer demais.
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